O pai ou a mãe não paga pensão alimentícia: quais são os direitos?

Quando a pensão alimentícia deixa de ser paga, as consequências atingem diretamente a rotina dos filhos.
Contas continuam chegando, a alimentação precisa ser garantida e as despesas escolares e médicas não podem simplesmente esperar.
Diante dessa situação, muitas famílias não sabem quais medidas podem ser tomadas.
A legislação brasileira oferece mecanismos para cobrar a pensão alimentícia em atraso.
Quando é possível cobrar a pensão atrasada?
Se existe uma decisão judicial ou um acordo homologado estabelecendo a pensão, o descumprimento da obrigação pode dar origem ao cumprimento de sentença.
Dependendo do documento que estabeleceu a obrigação, também pode ser possível utilizar uma ação de execução.
Não é necessário esperar o acúmulo de três parcelas para iniciar a cobrança.
Quem não paga pensão pode ser preso?
Sim, em determinadas circunstâncias.
Segundo a Súmula 309 do Superior Tribunal de Justiça, a prisão civil pode ser utilizada para cobrar as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e aquelas que vencerem durante o processo.
Mas atenção: a prisão não acontece automaticamente. É necessário observar o procedimento judicial e os requisitos legais.
As parcelas mais antigas também podem ser cobradas por outros mecanismos, como penhora de bens e valores, observadas as regras aplicáveis.
Quais documentos são importantes?
Costumam ser importantes nessa análise:
- A decisão ou acordo que estabeleceu a pensão.
- Comprovantes dos pagamentos recebidos.
- Relação dos meses em atraso.
- Comprovantes de despesas dos filhos, quando pertinentes.
E se o responsável disser que está desempregado?
O desemprego não cancela automaticamente uma obrigação alimentar já estabelecida.
Se houver dificuldade financeira real, o responsável poderá buscar a revisão judicial do valor.
A pensão alimentícia não é um favor entre os pais. É um direito destinado à proteção e ao sustento de quem dela necessita.